
Taline Oppitz - CORREIO DO POVO, 04/02/2012
As investigações do Conselho Nacional de Justiça em todo o país seguirão suspensas até que o Supremo Tribunal Federal conclua o julgamento dos questionamentos feitos pela Associação Nacional dos Magistrados (AMB). Apesar da permanência do impasse, a decisão do Supremo, que manteve os poderes de investigação do Conselho, representa um avanço e precisa ser comemorada.
Como bem disse o ministro Gilmar Mendes, "até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar seus próprios pares".
A forte e tardia reação da AMB contra o Conselho, criado em 2004, é apenas um triste exemplo do corporativismo, comum no país, e que tenta se impor em detrimento do interesse público.
Em tempos em que a necessidade de mais transparência e maior fiscalização é entoada repetidamente por representantes de todas as esferas de poder, fica a pergunta: por que uma resistência tão severa à atuação e à autonomia de mais um órgão de controle? Afinal, há temor do quê?
Decisão avaliza atuação
Mais do que fortalecer o Conselho Nacional de Justiça, a decisão do Supremo Tribunal Federal avaliza a atuação de Eliana Calmon na corregedoria do Conselho.
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