Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MEDO DE QUÊ?


Taline Oppitz - CORREIO DO POVO, 04/02/2012

As investigações do Conselho Nacional de Justiça em todo o país seguirão suspensas até que o Supremo Tribunal Federal conclua o julgamento dos questionamentos feitos pela Associação Nacional dos Magistrados (AMB). Apesar da permanência do impasse, a decisão do Supremo, que manteve os poderes de investigação do Conselho, representa um avanço e precisa ser comemorada.

Como bem disse o ministro Gilmar Mendes, "até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar seus próprios pares".

A forte e tardia reação da AMB contra o Conselho, criado em 2004, é apenas um triste exemplo do corporativismo, comum no país, e que tenta se impor em detrimento do interesse público.

Em tempos em que a necessidade de mais transparência e maior fiscalização é entoada repetidamente por representantes de todas as esferas de poder, fica a pergunta: por que uma resistência tão severa à atuação e à autonomia de mais um órgão de controle? Afinal, há temor do quê?

Decisão avaliza atuação

Mais do que fortalecer o Conselho Nacional de Justiça, a decisão do Supremo Tribunal Federal avaliza a atuação de Eliana Calmon na corregedoria do Conselho.

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