
Presidente do TRT-RJ não sabe quem é doleiro que movimentou R$ 282 mi. Para desembargadora, identidade do servidor deve ser solicitada pelo Ministério Público. 18 de janeiro de 2012 | 17h 25 - Fábio Grellet, de O Estado de S. Paulo
RIO - A desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, sediado no Rio (TRT-RJ), disse não saber quem é o servidor que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou R$ 282,9 milhões em 2002.
Ela acusou o presidente da Seccional Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, de fazer afirmações "levianas e açodadas" ao dizer "tratar-se de dinheiro público", insinuar "haver no Tribunal 'mais um lalau', referindo-se ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, do TRT de São Paulo", e ao cogitar "a possibilidade de haver correlação com o trágico incêndio ocorrido em 2002 na sede do TRT-RJ".
A desembargadora afirma que não é de sua alçada, mas sim do Ministério Público Federal (MPF), perguntar ao Coaf o nome do servidor. Por isso, ela encaminhou um ofício ao Coaf questionando se, quando identificou a movimentação atípica, o órgão informou ao TRT-RJ. Maria de Lourdes também enviou ofício ao MPF pedindo que, caso já não esteja investigando o caso, comece a fazer isso.
"Não tenho conhecimento de nenhum funcionário do TRT-RJ que tenha sido preso desde 2002, nem o Tribunal foi comunicado sobre qualquer movimentação atípica (de dinheiro por seus funcionários)", afirmou Maria de Lourdes.
O presidente da OAB-RJ afirmou que encaminharia nesta quarta-feira, 18, um pedido para que o MPF identifique o servidor que movimentou os R$ 282,9 milhões.
Damous disse ainda que não fez acusações genéricas do TRT, mas cobrou o fim do sigilo de informações que se referem ao dinheiro público. "Pode ser que não haja nenhuma irregularidade na movimentação de dinheiro por esse funcionário, mas é preciso vir a público e esclarecer", afirmou Wadih Damous.
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