Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

205 MOVIMENTAÇÕES SUSPEITAS


Coaf identifica 205 movimentações suspeitas no Judiciário. Este é o número de operações que estão sendo investigadas pelo órgão - Roberto Maltchik - O Globo, 18/01/12 - 20h48


BRASÍLIA - O Coaf identificou, entre 2000 e 2010, 205 movimentações consideradas suspeitas de irregularidades entre servidores do Judiciário, familiares e magistrados. Este grupo de pessoas integra o universo de 216 mil nomes que foram remetidos ao órgão ligado ao Ministério da Fazenda pela Corregedoria Nacional de Justiça para avaliação de movimentações atípicas, investigação suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). As movimentações suspeitas são aquelas que, além de fugir à normalidade, levantam dúvidas concretas de cometimento de crime.


Nesta quarta-feira, os relatórios gerados pelo Coaf - conhecidos como relatórios de inteligência financeira - foram discutidos em audiência entre o presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues, e o comando da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) – autora da ação que suspendeu a investigação no CNJ.

De acordo com AMB, a ministra Eliana Calmon em despacho do dia 1º de dezembro de 2011 teria solicitado que se fizessem relatórios de inteligência financeira para avaliar todas as movimentações consideradas atípicas o que atingiria um total de 3.426 mil pessoas que movimentaram no período R$ 855 milhões.

O presidente do Coaf, entretanto, assegurou aos magistrados que nenhum relatório de inteligência foi produzido com base em requerimento do CNJ. Rodrigues salientou que os dados encaminhados à corregedoria tratam-se “de um cruzamento burro” que apenas identifica, sem qualquer análise aprofundada, movimentações que fogem a aparente normalidade.

- O Coaf não entregou relatório de inteligência financeira ao CNJ. O Coaf simplesmente cruzou os CPFs fornecidos com a base de dados. O Coaf já fez relatório de inteligência e se detectar (suspeita ) fará novos relatórios – afirmou o presidente do órgão.

O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Nelson Calandra, afirmou que esteve no Coaf para entender os procedimentos relativos à produção desses relatórios. A decisão da AMB foi tomada após a revelação que um servidor do TRT do Rio movimentou R$ 282,9 milhões. O Coaf confirmou que essa foi uma das 205 pessoas que tiveram movimentações suspeitas e investigada. Esta investigação ligada ao servidor provocou até prisões.

- É preciso afastar a ideia que é preciso investigar a magistratura brasileira. Tudo isso foi gerado pela afirmação de que há bandidos de toga – afirmou o presidente da AMB.

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