Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

BANDIDOS DE TOGA - CNJ REPUDIA DECLARAÇÕES DA CORREGEDORA

CNJ repudia declarações da corregedora Eliana Calmon sobre 'bandidos de toga' - 27/09/2011 às 14h26m; O Globo


RIO - O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, abriu nesta terça-feira a 135ª sessão plenária do CNJ com a leitura de nota assinada por ele e outros 11 conselheiros, que repudia as declarações feitas pela corregedora Eliana Calmon sobre "bandidos que estão escondidos atrás da toga".

Em entrevista à Associação Paulista de Jornais (APJ) na segunda-feira, a corregedora criticou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona a resolução 135 da CNJ que aumentou o controle do conselho sobre processos administrativos contra magistrados. À entidade, Eliana Calmon disse que a Adin é o "primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga".

Sem citar o nome da corregedora, a nota divulgada por Peluso "repudia, veementemente, acusações levianas que, sem identificar pessoas, nem propiciar qualquer defesa, lançam, sem prova, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade, garantindo a segurança da sociedade e a estabilidade do Estado Democrático de direito, e desacreditam a instituição perante o povo."

A resolução 135 padronizou as regras dos processos administrativos contra juízes e desembargadores, como o prazo para prescrição dos processos. Em alguns estados, o prazo era de 180 dias, tempo insuficiente para a apuração dos casos. Com a resolução, passou para cinco anos e os TJs foram obrigados a informar o CNJ sobre todos os processos.

Na quarta-feira, o STF deve julgar a Adin que questiona a resolução do CNJ . A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), autora da ação, defende que o conselho não tem competência para tratar do assunto.

A sessão plenária da CNJ de hoje começou apenas por volta de 12h, com três horas de atraso, porque os conselheiros se reuniram para discutir as acusações da corregedora. Segundo o site Consultor Jurídico, Eliana esteve presente à reunião e afirmou que as declarações dadas à Associação Paulista de Jornais refletem o que realmente pensa acerca do assunto. Depois, em silêncio, ouviu as críticas dos demais conselheiros. Ela também estava na sessão em que foi lida a nota.

A nota lida por Peluso "reafirma, ainda, o compromisso permanente da magistratura nacional com os preceitos éticos e jurídicos que devem governar o exercício da função judiciária, bem como a apuração e punição rigorosas de qualquer desvio funcional".
E "reitera, por fim, seu extremo respeito ao Supremo Tribunal Federal, cujas decisões serão, como não pode deixar de ser, objeto de estrito cumprimento e obediência".

Dos 15 conselheiros, 12 assinaram a nota de repúdio: Ministro Cezar Peluso, Ministro Carlos Alberto Reis de Paula, José Roberto Neves Amorim, Fernando da Costa Tourinho Neto, Ney José de Freitas, José Guilherme Vasi Werner, Sílvio Luís Ferreira da Rocha, Wellington Cabral Saraiva, Gilberto Valente Martins, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, Marcelo Nobre e Bruno Dantas.

Não assinaram, além da corregedora, José Luiz Munhoz, juiz do Trabalho do TRT-12, e Jefferson Kravchychyn, representante da OAB no Conselho.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Globo está fazendo uma pesquisa online com a pergunta: Você acha que o CNJ deve fiscalizar os magistrados? - O resultado até agora é de:

- Sim, para evitar o corporativismo: 44.79%
- Sim, porque o Judiciário também deve cumprir a lei: 52.83%
- Não, pois desrespeita o poder dos juízes e desembargadores: 0.64%
- Não, porque não é competência do CNJ: 1.74%

Notem que o "SIM" obteve até agora: 97,62% dos votos. Querem o CNJ fiscalizando os magistrados. Só o Judiciário e 1,38% não querem.

Portanto, além da OAB é preciso que as Igrejas, a Maçonaria, os Clubes de serviço, as ONGs, o MP, as Defensorias, as Forças Policiais e a sociedade em geral acompanhem esta massa de votantes e se mobilizem contra interesses de poderosos, corruptos e bandidos que desejam uma justiça plena de mazelas e estimuladora da impunidade.

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