Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

terça-feira, 23 de agosto de 2011

EU DEIXEI DE ACREDITAR NA JUSTIÇA

ENTREVISTA. Mike Acioli Chagas, filho da magistrada - O Estado de S.Paulo,23 de agosto de 2011 | 0h 00

O assassinato de Patrícia Acioli foi um golpe contra as aspirações de Mike Acioli Chagas, de 20 anos, filho da juíza. Aluno de Direito na UFRJ, não sabe se terá forças para seguir os passos da mãe.

O envolvimento de policiais na morte foi uma resposta à atuação da sua mãe?

Quiseram tirá-la do serviço porque estava fazendo o que era o certo. Ela investigava policiais, milicianos, qualquer um que fosse contra a sociedade. Minha mãe nunca teve medo de nada. E por isso era o nosso orgulho.

O crime muda sua maneira de encarar o Direito?

Eu deixei de acreditar na Justiça. Esse crime é um fardo que eu vou carregar para o resto da minha vida. Não sei se terei capacidade de voltar ao Direito, mas acho que isso deve servir para abrir os olhos dos estudantes. É preciso ver que ainda é necessário mudar muita coisa dentro das instituições.

Foi tomada alguma providência para garantir a segurança da família?

Ninguém se pronunciou sobre garantias de segurança para mim ou para a família, mas agora é tarde. Machuca um pouco ter de ficar escutando besteiras sobre as ameaças que ela recebia ou sobre os pedidos de escolta.

Dez dias após o crime, já é possível lidar com essa dor?

A ferida ainda é recente. Vamos administrando como dá, mas está sendo muito doloroso.

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