Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

STF E O MENSALÃO: OPINIÃO

ZERO HORA, 20 de setembro de 2013 | N° 17559

LEITOR@ZEROHORA.COM.BR

Mensalão

Agora é oficial! No Brasil, o crime compensa! Mas, atenção, não pode roubar pouco. Temo definitivamente pelo país que meu filho de nove anos receberá. Revoltante. 

Daniel Sturmer, Executivo de vendas – São Leopoldo

O ministro Celso de Mello optou pela aprovação dos embargos infringentes. Perdeu a oportunidade de entrar para a história punindo um dos maiores bandos de ladrões que assaltaram nossa pátria. Será feito um novo julgamento e eles serão absolvidos, claro, ficando o povo com a mesma cara de palhaço desde que a quadrilha tomou posse do país! 

Milton Ubiratan Rodrigues Jardim, Aposentado – Torres

Ladrão de galinhas tem que ir para a cadeia, os mensaleiros não, pois desviaram em torno de R$ 0,87, claro, de cada brasileiro, o que equivale a mais ou menos duas asas de galinha de cada um, totalizando a “insignificância” de 400 milhões de asas, aproximadamente. 

Breno Wilson de Faria, Aposentado – Frederico Westphalen

Se, durante o julgamento dos embargos infringentes, um réu continuar tendo quatro votos a favor, terá direito a novo recurso? Os infringentes dos infringentes, e assim por diante. Não é à toa o Brasil ser considerado o país da impunidade. O sonho de asilo de qualquer bandido estrangeiro. 

Vitor Stepansky, Aeronauta – Porto Alegre

A manchete deveria ser: o dia em que a honra se faz ou não valer. O problema é falta de honra. Um país que julga, rejulga e ainda julga de novo quem já foi declarado culpado não tem honra. Que exemplo estamos dando aos jovens? Quanto custa para a sociedade esta farsa? Gostaria que os homens envolvidos, dos acusados aos acusadores, honrassem pelo menos as calças que vestem e parassem de fingir.

Ana Paula Carneiro Monteiro, Empresária – Porto Alegre

Com o resultado do mensalão, caiu o último baluarte da República. A democracia entrou em xeque. Só falta amordaçarem a imprensa livre e independente. 

José Enedir Dias Bemfica, Militar da reserva – Caxias do Sul

A admissão dos infringentes frustrou nossa esperança de acabar com a impunidade. A Justiça é tão morosa, que os ministros foram se aposentando e ensejando ao governo oportunidade de substituí-los pelos chamados novatos, todos afinados ideologicamente com o Executivo. Assim, constatamos o supremo absurdo: o STF brasileiro igualando-se ao dos países que seguem o antidemocrático socialismo na Venezuela e alhures. 

José Nestor Klein, Contador – Porto Alegre

Já que o ministro Celso de Mello permitiu os embargos infringentes, também está na hora de a população liberar os atos e as manifestações inteligentes. Walter Lemos Filho, Consultor – Florianópolis (SC)



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É mais um pilar da República Federativa do Brasil que cai,  demonstrando à nação que os poderes de Estado se lixam para o povo e não representam os anseios dos brasileiros. O Congresso sendo ausente, fazendo leis condescendentes, apadrinhando políticos e sendo conivente com atos falhos do Executivo; O Executivo negligenciando a saúde, a educação e segurança; e o Judiciário sendo moroso, benevolente e dando prioridade ao direito particular em detrimento do interesse público que clama contra a impunidade da corrupção e de todos os crimes. São poderes caros, mas muito distantes do povo que deveriam governar na construção de um Brasil livre, justo e soberano.

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