Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO


ZERO HORA 19 de setembro de 2013 | N° 17558

BRASÍLIA | CAROLINA BAHIA


Apesar do voto absolutamente técnico apresentado pelo ministro Celso de Mello, é impossível afastar o desânimo e a sensação de que a impunidade bate à porta. Ao iniciar a análise dos embargos, Mello avisou que não seria submetido à pressão da opinião pública, que não estava em jogo o mérito da ação do mensalão, e sim se os embargos existiam ou não. Foi um recorte, sem lances políticos ou discursos apaixonados. Daqui por diante, porém, penas poderão ser desidratadas. O julgamento que mobilizou o país, que dissecou um escândalo envolvendo dinheiro público, partidos e governo, corre o risco de terminar de maneira melancólica. Mas os rumos deste inacreditável terceiro tempo serão ditados pelo novo relator, Luiz Fux. Escolhido por sorteio imediatamente depois da aceitação dos embargos, ele terá papel fundamental, sobretudo na celeridade da análise. Foi um ministro cujos veredictos surpreenderam a muitos. Inclusive, dizem as más línguas, a José Dirceu, recolocado no banco dos réus. Nem tudo está perdido.


Esperança

Já tem réu com direito a novo julgamento buscando reforço nas suas defesas. Famosas bancas de advocacia já analisam contratos.


Boleiros

Celso de Mello citou dois importantes juristas e parlamentares gaúchos para embasar seu voto: Jarbas Lima e Paulo Brossard. Em um raro momento de descontração do plenário, brincando com a colorada Rosa Weber, Mello lembrou que Lima foi também presidente do Inter.


Coxia

Advogados de réus recebidos para audiências com o ministro Celso de Mello em junho de 2012 não se surpreenderam com as justificativas do voto. Ele já havia adiantado a opinião em conversas informais.

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