Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

AFINAL, O QUE É JUSTIÇA?


Nelson Pafiadache da Rocha



Sabem todos os brasileiros ou ao menos possuem uma noção do que não seja JUSTIÇA.

Assim, JUSTIÇA não é algo tão distante de nós, pois vigora dentro de cada um de nós.

Sabemos que aquilo que não representa a verdadeira JUSTIÇA cala fundo, dói e nos oprime. Retira nossa graça e afoga nossa esperança.

Não é justiça a parcialidade, o clientelismo, o favor sem causa nobre.

Não pode ser justiça a interpretação literal da lei, do regulamento ou de qualquer ato.

Nem se fale nem aponte JUSTIÇA quando a ação de alguma autoridade contemple, acaricie ou afague os ímpios, os infames e os desonestos.

Empobrece uma Alta Corte quando os seus representantes não conseguem exaurir com imparcialidade uma causa e dela não retirem e repassem lições ao povo e lhe indiquem o caminho escorreito do bem, da exação e da probidade.

De como não esperar justiça da JUSTIÇA formal, se essa só pode se ver respeitada se der a devida resposta que as ruas requisitam, como forma de retomar esperanças pisoteadas por uma mal sã ideologia corrompida e que corrompe.

A juventude que não se vê contemplada com exemplo das autoridades será reprise do logro, de jeitinho, do conchavo e da corrupção e assim nunca atuará com justiça e nem respeitará valores e menos ainda seus compatriotas, irmãos e familiares.

Não devemos perder a esperança e nem imaginar que o pior sempre tem mais chances de prosperar, afinal já se conviveu com tantas injustiças, favores e condescendências, mesmo ao abrigo da morosa e parcial Justiça dos Tribunais, que fomos às ruas e bradamos que “um filho teu não foge à luta” e agora sabem os vetustos homens da toga que o povo quer nada mais que JUSTIÇA e se ela não imperar, pode imperar a violência, o descalabro e quem sabe a irremediável desesperança, mal sem igual que a tudo aniquila!

Esqueçamos que o Collor sobrevive, os homens do DETRAN/RS pousam de vítimas, talvez por alguma má partilha, ARRUDA tocou piano no painel com Magalhães, RORIZ, a mulher dele afanaram e ficaram impunes, e quase do Donadom se hospedou em hotel de luxo, Maluf sempre em alta, Juiz pode roubar e vender sentença e se aposenta integral, agressores do meio ambiente no RS também se livram e jornal lhes dá o contraponto sempre maior que a notícia; que somos assaltados por reincidentes e alguém foi condescendente com seus atos criminosos e busca aplicar pena branda sem causa que justifica; que Tribunais distantes abonam crimes e ilícitos eleitorais julgados na paróquia e não se sabe sob a égide de que mote, apenas se imagina; que degradam meio ambiente e empobrecem o paisagismo da cidade e conta com a graça do Poder, mas todos passarão e mesmo que não teremos mais os passarinhos a gorgear, será a ausência desses cantos que faltará aos filhos dos corruptos e aí, quem sabe esses saberão o que não é JUSTIÇA!

Um dia podermos acabar sabendo o que é JUSTIÇA, mas de tanto ver triunfar a INJUSTIÇA e que as aves que aqui gorgeavam não gorgeam como lá, onde há JUSTIÇA, lutaremos sem quartel para buscar a verdadeira JUSTIÇA, nem que precisemos contar os homens do Quartel, que andam quietos, apáticos e quiçá muitos injustiçados por terem num passado recente atendido o clamor do povo que lhes requisitou, mas que a triste história mal contada os aponta como vilões. Isso é INJUSTIÇA, que irá se reparar com aquilo que possa ser quimera, esperança ou vontade de que impere a verdadeira JUSTIÇA e que doa em quem doer e que impere a lei, a ordem e a liberdade para todos e por todos,

Retomemos a crença na JUSTIÇA, pois estamos cansados da falta de justiça e do acinte, da morosidade e do descaso da JUSTIÇA!

Se o colunista aponta somente um crente no voto do Ministro Celso de Mello, sugiro que amplie sua rede de relações humanas, pois integro um contingente expressivo de pessoas que ainda crê existir sensatez, discernimento e elevado senso de justiça em algumas autoridades. Se o Ministro obrar diferente do que esperamos, paira então, parafraseando o Ministro Marco Aurélio, “O INVERNO DA NOSSA DESESPERANÇA” E “ A LUZ QUE SE APAGA TORNARÁ O AMBIENTE AINDA MAIS ESCURO DO QUE HAVIA ANTES DE EXISTIR A LUZ!”

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