Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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sábado, 21 de setembro de 2013

MENSALÃO IRÁ PARA AS CALENDAS


ZERO HORA 21 de setembro de 2013 | N° 17560


PAULO SANT’ANA


O ministro Celso de Mello deve estar realizado e contente com a obra de seu voto de desempate no Supremo.

Agora, o julgamento do mensalão irá para as calendas, expressão que se usa para designar uma data que não existia no calendário grego.

Ou seja, nunca mais se fará justiça.

O mais incrível é que, caso ainda se pudesse fazer justiça com esse voto do ministro Celso de Mello, ele próprio votaria pela condenação completa dos réus já condenados.

Ou seja, para resumir, Celso de Mello votou a favor dos embargos infringentes para livrar José Dirceu de seu próprio voto de condenação a José Dirceu, que não poderá mais ser contabilizado porque o julgamento foi para as calendas e, no máximo, só poderá ser condenado (ir para a cadeia), entre todos, o publicitário Marcos Valério. Zé Dirceu pulou fora das grades graças à ajuda de Celso de Mello.

O ministro Celso de Mello que vá contar outra. Ele demonstra que pensa que todo mundo é bobo.

O advogado Saulo Ramos é que tinha razão quando classificou Celso de Mello de..., bem, não tenho coragem de reproduzir a ofensa justa e escatológica que pronunciou para o ministro Celso de Mello no telefone.

E o mais irônico de tudo é que Saulo Ramos foi o responsável pela indicação de Celso de Mello para assumir a cadeira no Supremo.

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