Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

segunda-feira, 9 de abril de 2012

TOGAS E CITY TOUR

Banco ajudou a financiar encontro de magistrados no Amazonas - ZERO HORA 09/04/2012


O último encontro de presidentes de Tribunais de Justiça estaduais, realizado em um hotel de luxo em Manaus no fim de semana retrasado, teve despesas pagas pelo governo do Estado do Amazonas e pelo Bradesco. Na programação do 91º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça não houve apenas palestras e reuniões, mas também eventos sociais e turismo, como um passeio em iate pelo Rio Negro.

Segundo o presidente do TJ do Amazonas, João Simões, o encontro custou cerca de R$ 200 mil. Simões não revelou quanto cada patrocinador investiu, mas afirmou que o maior apoiador foi o governo estadual.

Dos 25 tribunais que enviaram representantes, 14 responderam questionamentos sobre a forma como foram pagas as despesas de hospedagem, transporte e alimentação dos presidentes, assessores e acompanhantes.

No total, as cortes gastaram cerca de R$ 43 mil com a viagem de magistrados ou assessores. Segundo as assessorias dos TJs, despesas de acompanhantes foram pagas pelos próprios magistrados. Na primeira noite houve uma cerimônia de abertura e um jantar com apresentação de danças folclóricas e cantores famosos na região.

No dia seguinte, os presidentes dos TJs se reuniram no salão nobre do hotel por cerca de oito horas para discutir temas do Judiciário e assistir a duas palestras – sobre o controle do Judiciário pelos Tribunais de Contas e a gestão de preços em licitações.

Os acompanhantes dos magistrados fizeram um “city tour” por Manaus, incluindo uma visita a uma fábrica de relógios. O Tribunal de Justiça do Amazonas e o Bradesco já foram protagonistas de uma polêmica no meio jurídico do Estado no ano passado.

Judiciário fez mutirão após pedido de banco

A pedido do banco, o TJ-AM promoveu dois mutirões de conciliação judicial em que 90% dos processos tinham como autor o próprio banco ou empresas do grupo. Esses mutirões são esforços concentrados do Judiciário para buscar entendimento entre as partes. Servidores dos tribunais selecionam processos com chances de acordo e os submetem às tentativas.

Segundo a Associação dos Magistrados do Amazonas, ofício encaminhado pelo TJ a juízes das varas cíveis e de registros públicos determinava que apenas processos indicados pelo Bradesco fossem incluídos na conciliação. O banco não quis se pronunciar.

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