Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

terça-feira, 20 de março de 2012

O LONGO BRAÇO DO CRIME

HUMBERTO TREZZI - ZERO HORA 20/03/2012

Dezesseis magistrados que julgam crimes tributários foram presos ontem em Nápoles, na Itália. As prisões, feitas pela Guarda de Finanças (polícia especializada em delitos econômicos), ocorreram mediante acusação de que os juízes eram subornados para aliviar a situação de criminosos envolvidos com a Camorra, a máfia napolitana.

Ao todo foram presas 60 pessoas, incluindo industriais, funcionários públicos e advogados suspeitos de lavar dinheiro mediante remessas de euros ao Exterior. Não quantias quaisquer: mais de 1 bilhão de euros, segundo as investigações. Parte da investigação foi feita pela Direção Geral Antimáfia, organismo do Ministério Público italiano.

Pois na Grande Porto Alegre outra operação, no mesmo dia e também coordenada pelo Ministério Público, resultou na prisão de sete policiais (três civis e quatro PMs). Em 28 anos de profissão, não recordo de um dia em que tantos policiais tenham sido capturados. As provas contra eles eram circunstanciais – posse de armamento ilegal –, tanto que quatro já estão soltos mediante fiança. Mas existem gravações que indicariam envolvimento dos agentes da lei com uma quadrilha que terceiriza serviços para outros bandos. É aguardar para ver. Se a conexão se comprovar, será mais uma mostra de quão longos são os tentáculos do crime organizado. Menos mal que os braços da lei, cedo ou tarde, os alcançam.

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