Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

sexta-feira, 16 de março de 2012

98,9 % DOS ADVOGADOS CONSIDERAM LENTA A JUSTIÇA BRASILEIRA


Marco A. Birnfeld. Espaço Vital, JORNAL DO COMERCIO, 16/03/2012


Apenas 1,1% dos advogados brasileiros consideram “rápida” a Justiça do País. Dos 98,9% restantes, 30,4% definiram-na como “lenta” e 68,5%, como “muito lenta”. Os resultados são de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto (SP). Quinze mil advogados foram consultados durante o segundo semestre de 2011.

Questionados sobre as causas da morosidade, os motivos mais apontados pelos advogados foram: a) a insuficiência do número de servidores públicos; b) a falta de infraestrutura do Judiciário; c) o excesso de burocracia; d) a falta de empenho dos servidores.

A partir dos resultados da pesquisa, a Fundace elaborou também um “índice de confiança” dos advogados na Justiça. Composto por sete indicadores (igualdade de tratamento, eficiência, honestidade, rapidez, custos, acesso e evolução do sistema nos próximos cinco anos), o índice teve uma queda de 4,6% em comparação com a pesquisa anterior. Este, no primeiro semestre de 2011, o índice de confiança fora de 32,7%. Agora, a confiança dos advogados na Justiça foi estimada em 31,2%.

De pijama e dinheiro na conta

Punido com a aposentadoria compulsória, pelo CNJ, o desembargador Roberto Wider, do TJ do Rio - onde chegou a ser corregedor-geral da Justiça - informou a colegas que desistiu de recorrer.

Vai curtir a aposentadoria em paz. De pijama (será?), mas com os régios salários garantidos (com certeza!).

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