
Marco A. Birnfeld. Espaço Vital, JORNAL DO COMERCIO, 16/03/2012
Apenas 1,1% dos advogados brasileiros consideram “rápida” a Justiça do País. Dos 98,9% restantes, 30,4% definiram-na como “lenta” e 68,5%, como “muito lenta”. Os resultados são de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto (SP). Quinze mil advogados foram consultados durante o segundo semestre de 2011.
Questionados sobre as causas da morosidade, os motivos mais apontados pelos advogados foram: a) a insuficiência do número de servidores públicos; b) a falta de infraestrutura do Judiciário; c) o excesso de burocracia; d) a falta de empenho dos servidores.
A partir dos resultados da pesquisa, a Fundace elaborou também um “índice de confiança” dos advogados na Justiça. Composto por sete indicadores (igualdade de tratamento, eficiência, honestidade, rapidez, custos, acesso e evolução do sistema nos próximos cinco anos), o índice teve uma queda de 4,6% em comparação com a pesquisa anterior. Este, no primeiro semestre de 2011, o índice de confiança fora de 32,7%. Agora, a confiança dos advogados na Justiça foi estimada em 31,2%.
De pijama e dinheiro na conta
Punido com a aposentadoria compulsória, pelo CNJ, o desembargador Roberto Wider, do TJ do Rio - onde chegou a ser corregedor-geral da Justiça - informou a colegas que desistiu de recorrer.
Vai curtir a aposentadoria em paz. De pijama (será?), mas com os régios salários garantidos (com certeza!).
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