Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OFERTA E AMEAÇA DA MULHER DE CACHOEIRA

ZERO HORA 31 de julho de 2012 | N° 17147

ENCONTRO SUSPEITO - Mulher de Cachoeira teria ameaçado juiz. Por tentar induzir magistrado a soltar seu marido, Andressa foi levada à PF

Mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça também enfrentará problemas com a Justiça. Ela foi acusada pelo juiz federal Alderico Rocha, responsável por conduzir o processo da Operação Monte Carlo, de oferecer “vantagem indevida” e, além de ter pagar R$ 100 mil a título de fiança para não ser presa, está proibida de manter contato com qualquer investigado da Monte Carlo – o que inclui o próprio marido.

Ontem, Andressa foi levada até a sede da PF. Agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa em que ela estava. A ação, que foi comandada pelo delegado Sandro Paes Sandre, envolveu cinco policiais e começou às 7h. Andressa, que estava sozinha em casa, foi surpreendida enquanto dormia. Ela não vive mais no imóvel em que Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro – que pertencia ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) –, mas em uma residência no mesmo bairro. Foram apreendidos na casa dela computadores, celulares, tablets, documentos escritos à mão.

Segundo o delegado, Andressa esteve no gabinete de Alderico na semana passada. Lá, a mulher de Cachoeira disse ter em seu poder um dossiê, preparado “por um jornalista de repercussão nacional” que poderia comprometê-lo. Conforme o juiz, Andressa disse que, se Cachoeira fosse libertado, o dossiê não seria publicado. Nas palavras de Alderico, ela pediu um pedaço de papel e rabiscou nomes de três pessoas próximas a ele, que apareceriam no tal dossiê. Em vez de dar voz de prisão a Andressa no ato, o juiz esperou que ela saísse da sala, pegou o pedaço de papel, e acionou a PF.

A mulher de Cachoeira permaneceu três horas na Polícia Federal e, pela ausência de flagrante, não foi presa. Segundo o delegado, ela terá três dias para pagar a fiança. O descumprimento da medida cautelar resultará em mandado de prisão preventiva. Ela deverá passar ainda por uma acareação com o juiz, o que deverá ocorrer na semana que vem.

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