Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

NINGUÉM AGUENTA A LASSIDÃO DO SISTEMA!

O SUL, 13/11/2012

BEATRIZ FAGUNDES


A pena de morte, não admitida por nossas autoridades, salvo melhor juízo já está implantada no Brasil. O trágico é que cabe aos criminosos decidir quem, quando e onde ela será aplicada.

"Aparentemente agiu assim por descontrole emocional, é um trabalhador com boa condição de vida", afirmou o delegado Diego Dezordi após prender em flagrante por homicídio um empresário de 48 anos, cujo nome não foi divulgado pela polícia. Ele matou com uma facada o sequestrador de sua filha. Segundo a reportagem, o caso aconteceu ontem em Passo Fundo, no Norte do Estado, dentro da delegacia de Polícia Civil. O crime aconteceu de manhã, quando uma mulher de 27 anos deixava a filha de 11 anos em uma escola da Vila Rodrigues. O bandido entrou no Vectra e, armado com uma faca, determinou que dirigisse até o interior do município. Na estrada vicinal que dá acesso ao distrito de São Roque, eles brigaram e ela se feriu ao segurar a faca com as mãos. A mulher perdeu o controle do carro e capotou. A motorista ficou ferida e foi levada para o hospital da cidade, onde foi submetida a uma cirurgia. Vinícius Fabiani, 33 anos, detento do regime semiaberto, fugiu a pé, mas foi perseguido e preso em flagrante pela Brigada Militar no começo da tarde. Ele tinha com ele o celular da vítima. Ao saber que o suspeito estava na Delegacia de Pronto Atendimento, o pai da vítima foi até o local e invadiu a sala de triagem. Descontrolado, ele desferiu uma facada no peito do assaltante. O policial militar que havia acabado de retirar as algemas do preso para colocá-lo na cela conseguiu conter o empresário. Fabiani foi socorrido e levado ao mesmo hospital em que sua vítima esta internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no fim da tarde.

É desolador admitir que a reação do pai da vítima se justifica para se não a maioria dos cidadãos de bem pelo menos para uma parcela significativa que já não acredita na legislação penal brasileira. Ontem, o Ministro da Justiça admitiu durante um almoço com 300 empresários na Zona Sul de São Paulo: "Do fundo do meu coração, se fosse para cumprir muitos anos em alguma prisão nossa eu preferia morrer", disse o ministro classificando como "medievais" as condições das prisões brasileiras. "Quem cometeu crime pequeno sai de lá criminoso maior", completou. José Eduardo Cardozo afirmou também ser contra a prisão perpétua e a pena de morte. Enquanto assistimos a retórica diversionista das autoridades nessa sinistra questão da falência do sistema prisional e mesmo nas aplicações de penas a criminosos contumazes, livres para matar e destruir a vida de cidadãos de bem da bela terra tupiniquim, as vítimas, todos nós, sem exceção, somos advertidos a não reagir, a baixar a cabeça como gado a caminho do matadouro.

Um pai que perde uma filha nas mãos de um marginal sem limites é ou não um condenado a pena perpétua da saudade e do sentimento avassalador de impotência? As vítimas, rendidas e assassinadas, são ou não condenadas à morte? A pena de morte, não admitida por nossas autoridades, salvo melhor juízo já está implantada no Brasil. O trágico é que cabe aos criminosos decidir quem, quando e onde ela será aplicada. Mesmo entre as tantas gangues, facções e quadrilhas a pena de morte já é uma realidade, basta conferir o noticiário policial para contabilizar as inúmeras execuções. O empresário foi levado ao Presídio Regional de Passo Fundo.

Cresce na sociedade os sentimentos de cansaço e desilusão. Aparentemente só nos resta reagir com a mesma violência a que somos submetidos. Sem preocupação com julgamentos, se o caso de Passo Fundo ocorresse com minha filha e se eu tivesse oportunidade também mataria o marginal. Sem hipocrisias, ninguém aguenta mais a lassidão do sistema! Sinistro!

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - ONDE NÃO HÁ JUSTIÇA APARECEM OS BANDIDOS, REBELDES E JUSTICEIROS. Esta frase não canso de repetir e alertar diante da "lassidão do sistema" brasileiro de defesa da ordem, da justiça, da vida e do patrimônio das pessoas. Sem justiça, as leis não são aplicadas, polícia é inoperante e o descrédito, a indignação e a revolta podem levar pessoas de bem ao crime.

Um comentário:

  1. Acontece, que as prisões, na verdade é uma fabrica de bandidos, o camarada chega leigo e sai formado, isso por força do sistema interno das prisões, por sobrevivência do camarada lá, ou seja entra no sistema ou morre, então cada bandido preso, ou qualquer outro menos bandido, sai de lá mais bandido,o sistema conduz a isso!!!

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