Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

AS MAÇAS PODRES DA NAÇÃO

JORNAL DO COMERCIO, 22/11/2012


Léo L. Vieira


A ex-corregedora de Justiça Eliana Calmon criticou o sistema judiciário ao julgar os indivíduos envolvidos no crime. Os atores desse palco sempre encontram guarida para encobrir seus delitos. Antecedendo sua substituição do cargo ocupado na Corregedoria Nacional de Justiça, Eliana Calmon fez um pronunciamento importante e que não pode ficar esquecido para que a magistratura seja, enfim, revisada aos olhos do País.

Prevendo o futuro, ela esclareceu: “Tenho 34 anos de magistratura e sou sabida. Sou sabida porque sou velha”.

Aos 67 anos de vida, aprendeu os meandros da política e da própria Justiça, não deixando jamais se acostumar com colegas que se habituaram em apoiar julgamentos duvidosos ou de interesse de grupos do poder. “Eu sei o que é um processo contra uma pessoa que tem importância social. O Brasil é um país em que a importância social, importância econômica, as elites políticas e as elites econômicas ainda têm grande peso”.

Na verdade, existe a dúvida e a desconfiança dos brasileiros de que ainda estamos submetidos ao capricho e à vontade de organizações de influência para decidir causas que acabariam beneficiando os transgressores da lei.

A ministra Eliana Calmon também comentou sobre os processos nos quais ela propunha investigações contra magistrados suspeitos de movimentar quantias muito superiores aos rendimentos.

Finalmente, esclareceu: “Eu não tenho dúvida de que mexer com patrimônio ainda é muito sério”.

Por sua vez, o novo corregedor do Conselho Nacional de Justiça, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão, falou na necessidade de recuperar a imagem do Poder Judiciário.

Jornalista, Bagé/RS

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