Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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sábado, 1 de dezembro de 2012

JUSTIÇA É IGNORADA POR GREVISTAS

ZERO HORA 01/12/2012 | 07h44

Grevistas da Carris ignoram determinação judicial e mantêm paralisação. Apenas quatro ônibus deixaram o estacionamento da empresa no início da manhã deste sábado


Funcionários da Carris fizeram mobilização em frente à sede da empresa no início da manhãFoto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Quem utiliza as linhas operadas pela empresa Carris em Porto Alegre continuará sem ônibus neste sábado.

Rubens Dobal, membro da comissão dos funcionários da empresa, afirma que os grevistas estão mobilizados e irão manter a paralisação enquanto não houver acordo.

Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT) determina que o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Porto Alegre mantenha em funcionamento, 70% da frota nos horários de "pico" e 50% nos demais horários. A determinação prevê multa diária no valor de R$ 15 mil para o sindicato, em caso de descumprimento da medida.

Conforme levantamento da Rádio Gaúcha, até as 7h30min, 23 ônibus da Carris circularam pela Capital, de um total de 364 veículos que compõem a frota.

A estratégia construída pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), segundo o presidente Vanderlei Cappellari, junto aos consórcios Unibus, Conorte e STS deve continuar até que os grevistas cumpram a liminar.

Está marcada para segunda-feira de manhã uma audiência de mediação entre as partes no TRT.

O que dizem os funcionários em panfletos distribuídos à população:

— excessos de CCs; sucateamento da frota; desleixo e abandono por parte da administração com a manutenção e a oficina;

— terminais em péssimas condições de uso e convívio, sendo que convive no mesmo espaço. Mau cheiro de lixo em banheiros junto ao refeitório (T4 Norte, T11 Sul);

— sucateamento da oficina, canibalismo e desmanche de carros novos, valas cheias de água parada, telhados quebrados. Recepção sem proteção para as intempéries. Pátio mal conservado;

— uniforme de péssima qualidade e sempre em falta;

— falta de planejamento do estoque, faltando peças, o que ocasiona superlotação dos ônibus e atrasos nos horários;

— situações de assédios;

— falta de segurança para a tripulação e passageiros.


Promotor cobra melhor serviço

A precariedade no transporte durou o dia todo. Às 16h20min, foi fechada proposta de pagamento do prêmio em uma parcela em 5 de dezembro (metas coletivas, já cumpridas, e parte das individuais) e outra em 15 de janeiro (individuais). No fim da tarde, os grevistas rejeitaram a oferta.

A decisão da Justiça de determinar um percentual mínimo de ônibus em circulação estipula que o Sindicato dos Rodoviários de Transporte Coletivo de Passageiros Urbanos de Porto Alegre deverá pagar R$ 15 mil por dia em caso de descumprimento. Uma audiência entre as partes está marcada para segunda-feira.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o promotor Cesar Faccioli falou sobre a queda na qualidade dos serviços da Carris. Ele citou descumprimento de horários e superlotação dos ônibus.

– Cobramos da prefeitura o saneamento das deficiências, que aumentaram muito nos últimos meses – disse.

Em 2011, a Carris teve um déficit de R$ 5,9 milhões. Os grevistas reclamam do excesso de cargos de confiança. Conforme o presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, há 46 CCs na empresa, número que deve ser reduzido a 31 pelo plano de modernização da gestão da prefeitura. O objetivo é economizar mais de R$ 1 milhão com cortes de gastos.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - E aquela máxima: "decisão judicial não se discute, se cumpre". Mas como a justiça brasileira é morosa, fraca e cheia de benevolências, não há mais respeito.

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