Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MATADOR DA JUÍZA É PREMIADO PELA DELAÇÃO E PEGA APENAS 21 ANOS.


ZERO HORA 05 de dezembro de 2012 | N° 17274

EXECUÇÃO DE JUÍZA. Matador condenado a 21 anos de prisão


O cabo Sérgio Costa Júnior, acusado de ter participado do assassinato da juíza Patrícia Acioli, no ano passado, foi condenado a 21 anos de prisão por formação de quadrilha e homicídio triplamente qualificado. Beneficiado pela delação premiada, o policial militar foi julgado separadamente dos outros 10 réus e teve pena reduzida.

Em função da colaboração, a pena de Costa passou de 36 anos para 21 anos.

Pela manhã, após ser interrogado, Costa olhou para os jurados e falou:

– Façam justiça. Infelizmente, tive cabeça fraca. Me deixei levar pela emoção e fiz o que fiz. Mas desde o primeiro momento me arrependi com a desgraça que fiz com minha família e com a família dela (Patrícia). Acredito muito na Justiça. Façam justiça comigo.

Durante o julgamento, Costa deu detalhes do motivo, do planejamento e da execução do crime. Conforme o PM, Patrícia assinou sua sentença de morte quando, em 11 de agosto do ano passado, decretou a prisão de seis PMs do batalhão de São Gonçalo – ele inclusive – no processo que investigava a morte de Diego Belini, 18 anos. Outros dois PMs do batalhão já estavam presos.

Magistrada detectou grupo de extermínio

O crime ocorreu em 3 de junho, numa favela em São Gonçalo. O caso foi inicialmente registrado como auto de resistência (morte de suspeito em confronto com a polícia), mas, após investigações, Patrícia concluiu que o rapaz foi executado.

– Havia rumores de que ou a juíza ia soltar os dois policiais que estavam presos desde junho, ou então ia decretar a prisão de nós seis. Quando ela assinou a prisão, foi a gota d’água – afirmou o réu.

Indagado pelo juiz sobre o motivo que o levou a desferir 18 tiros contra a juíza, Costa Júnior disse que “não tinha visão da vítima dentro do carro, que tinha película escura , além disso, era noite e a rua tinha pouca iluminação”.

Mais adiante, na fase de debates entre acusação e defesa, os ânimos se exaltaram quando o promotor Leandro Navega e o defensor público Jorge Mesquita trocaram farpas no plenário do júri.


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