Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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terça-feira, 3 de maio de 2011

RECURSOS - REDUÇÃO OPÕE CNJ E ADVOGADOS

FLÁVIO FERREIRA, DE SÃO PAULO - FOLHA ONLINE, 03/05/2011 - 07h40

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Cezar Peluso, criticou ontem a oposição que a classe dos advogados tem oferecido à proposta de redução do número de instâncias para apresentação de recursos no Judiciário do país.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, contestou Peluso e disse que ainda falta credibilidade à Justiça de segunda instância.

Peluso e Cavalcante participaram da abertura do seminário "Cem Maiores Litigantes", promovido pela Folha e pelo CNJ em São Paulo.

A proposta de Peluso já é tema de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) em tramitação no Congresso, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

A PEC propõe a execução das decisões judiciais logo após o pronunciamento dos tribunais de segunda instância (Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais).

A PEC permite que se recorra ao STF e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas tais recursos não impediriam a aplicação das decisões.

Peluso atacou afirmações de advogados de que a PEC gerará injustiças na área criminal. "Essa preocupação é sem fundamento, porque não se usa o recurso extraordinário [ao STF] para combater injustiças em relação a graus anteriores. O que os advogados usam é o habeas corpus, que vai continuar do mesmo modo", disse.

Ele ainda defendeu o debate sobre medidas como o aumento das custas processuais (despesas para atuar em juízo) para os que mais usam a Justiça e punições mais efetivas contra condutas abusivas de empresas.

Para Cavalcante, a PEC é inviável: "A Justiça brasileira ainda está muito claudicante no que toca ao item segurança, ao item credibilidade. É necessário que se avance muito para que possamos discutir essa proposta".

O seminário continua hoje no TJ de São Paulo (av. Ipiranga, 165), das 9h às 17h.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A quem interessa uma justiça morosa e de infindáveis recursos? Já está na hora de mudar e uma das medidas é reduzir e limitar recursos e prazos para que o transitado em julgado possa se dar na segunda instância. Hoje há caso que prescrevem diante dos vários recursos, interpelações, gavetamento, esquecimento, postergações, pedido de vistas injustificados e falta de limites e responsabilidades para a decisão final em tempo oportuno. Uma justiça desacreditada é porta aberta para a bandidagem, para os corruptos, para os oportunistas, para os rebeldes e para quem atinge o grau de intolerância e passa a fazer justiça pelas próprias mãos. Ó BRASIL PRECISA DE UMA JUSTIÇA CÉLERE, SEVERA E CONFIÁVEL.

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