
FOLHA ONLINE, DE SÃO PAULO - 03/05/2011
Hoje na Folha Levantamento da Ajufe (Associação dos Juízes Federais) mostra que 40 dos cerca de 300 juízes federais de varas criminais do país estão sob ameaça do crime organizado.
Segundo reportagem de Jean-Philip Struck e Felipe Caruso na Folha, há casos de juízes que têm os passos monitorados, abdicam de sua vida social e acabam pedindo transferência. A Polícia Federal disse que não tem conhecimento do número.
PORTAL TERRA - Informações são da Folha de S. Paulo.
Levantamento da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) aponta que 40, dos cerca de 300 juízes federais de varas criminais do País, estão sob ameaça do crime organizado, ou um em cada oito. Há magistrados que têm os passos monitorados por criminosos, abdicam da vida social e acabam pedindo transferência para outros Estados. Para a entidade, a proteção oferecida aos juízes - a cargo da Polícia Federal - é insuficiente e foi prejudicada pelo corte no orçamento da corporação. Alguns dos ameaçados contam somente com a proteção dos seguranças das varas em que trabalham - caso de três dos 10 que atuam no Rio. A Ajufe defende a criação de uma polícia judiciária, dedicada exclusivamente à proteção dos magistrados.
Único juiz federal a receber proteção permanente da PF, Odilon de Oliveira disse que foi reduzido de nove para seis o número de agentes que fazem sua segurança. Especializado no combate a crimes financeiros e ameaçado de morte por grupos que atuam na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, Oliveira tem proteção há 13 anos. Em fevereiro, a PF descobriu um plano para matar a juíza Lisa Taubemblatt, de Ponta Porã (MS). O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou proteção, mas ela, que atua em processo contra quadrilha de tráfico de drogas e armas, afirmou que os agentes só apareceram por alguns dias. Para o juiz Pedro Francisco da Silva, que julgou no Acre quatro processos contra a quadrilha do ex-deputado Hildebrando Pascoal, a proteção deve ser garantida após os julgamentos. Ele teve a casa invadida em 2008 e, três anos antes, a polícia prendeu pistoleiros contratados para matá-lo.
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