Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

PRESIDENTE DA AJURIS DEFENDE STATUS DA JUSTIÇA GAÚCHA

O SUL Porto Alegre, Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013.


WANDERLEY SOARES


Declaração do presidente do STF colocou gaúchos em nível tupiniquim


No "caso mensalão", por cumprir estritamente o seu papel de juiz com máxima transparência e ao criar um estilo ereto sem abdicar da transparência, nada mais do que isso, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa foi catapultado por poderosos setores da mídia como dotado de propriedades inumanas, tais como a onipresença, a onipotência e a onisciência. Barbosa nem tem culpa de ser considerado com tais atributos, mas parece ter gostado disso. Com ares de candidato a presidente da República, o presidente do STF colocou o Tribunal de Justiça do RS num plano tupiniquim. Como a proposta deste espaço, que não é somente deste humilde marquês, mas de todos os membros do conselho de minha carcomida torre, pois que bombardeada constantemente, busca olhar com serenidade o que acontece da sarjeta aos tribunais superiores do País, sem pensamentos definitivos e longe da cultura do lambedor de botas, não poderia deixar de dar guarida a posição do presidente da Ajuris, Pio Giovani Dresch, diante de insólita descortesia de Barbosa. Sigam-me.


Desconto


Apontou Dresch que o ministro Joaquim Barbosa, ao declarar que as demandas julgadas pelo Tribunal de Justiça do RS são mais singelas porque não se trata de Estado industrial, foi descortês, além de revelar seu desconhecimento tanto sobre o papel do Rio Grande na economia nacional, em que ocupa terceiro lugar na indústria de transformação, quanto sobre o destaque do seu Judiciário, historicamente reconhecido pela qualidade das suas decisões. Disse ainda o presidente da Ajuris que o Brasil já conhece Joaquim Barbosa e sabe dar o devido desconto às suas declarações, mas não pode passar em branco uma fala de menoscabo ao RS e ao seu Judiciário, quando parte justamente do presidente do STF


Singeleza


Dresch também lembrou que o Judiciário gaúcho, ano após ano, tem figurado em primeiro lugar no relatório "Justiça em números", produzido pelo Conselho Nacional de Justiça, circunstância que torna ainda mais despropositada a fala, porque Barbosa fez a declaração justamente quando presidia uma sessão do Conselho. A declaração do ministro ocorreu no julgamento que envolvia as promoções para desembargador no Tribunal de Justiça do RS, ocasião em que interrompeu o voto da conselheira Maria Cristina Peduzzi para questionar a afirmação baseada na "Justiça em números", de que o tribunal gaúcho era o mais produtivo do País. Quando a conselheira ratificou a afirmação, esclarecendo que a produtividade era calculada proporcionalmente à população, Barbosa novamente a interrompeu, dizendo: "as demandas lá são diferentes, são mais singelas", complementando: "não se trata de um estado industrial". Há quem atribua a reação de Barbosa ao período de Lua cheia.

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