Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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sábado, 21 de dezembro de 2013

ENVOLVIMENTO COM BICHEIRO

ZERO HORA 21 de dezembro de 2013 | N° 17651

Promotoria aciona ex-desembargador “aliciado”



O Ministério Público Federal de Goiás (MPF) acionou por improbidade administrativa o ex-desembargador Júlio César Cardoso de Brito, que foi juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª região, além de Carlinhos Cachoeira e mais três pessoas e três empresas do grupo do bicheiro.

A acusação contra Brito é por vantagens patrimoniais que, segundo o MPF, variavam de camarotes para shows, bebidas caras como brinde e empréstimos de carro importado, até viagens internacionais que seriam bancadas pelo empresário do jogo do bicho em troca de “favores e orientação” do aliciado.

Segundo o MPF, de 2010 a 2012 os “favores prestados” pelo ex-desembargador consistiam na remoção de entraves jurídicos processuais que contrariavam os interesses do grupo de Cachoeira, “sempre em afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade”.

Entre os atos que teriam beneficiado o grupo, destaca-se o empenho do ex-desembargador “em acompanhar a tramitação de ações judiciais de interesse de empresas pertencentes ao bando de Cachoeira, além de dar orientação e assessoria jurídica não só aos criminosos em si, mas também aos advogados encarregados formalmente de patrocinar as respectivas defesas”, cita a ação. Cachoeira preferiu não comentar a nova ação.

O advogado do ex-desembargador, Felicíssimo Sena, informou que ele recorre de uma decisão de aposentadoria compulsória. Sobre a ação por improbidade, preferiu não comentar porque o defende na área cível e administrativa.

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