Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

JOGO DO EMPURRA - PROCESSO FICA TRANCADO NA JUSTIÇA



“Caso do Bolão” em Novo Hamburgo: jogo de empurra tranca processo na Justiça - ZERO HORA, CASOS DE POLÍCIA, 7 de outubro de 2010

Há mais de sete meses, um grupo de apostadores de Novo Hamburgo acertou as seis dezenas da Mega Sena, mas não levou o prêmio. O fato virou caso de polícia com o indiciamento de quatro pessoas por estelionato, dias após o incidente.

Segundo a polícia, uma funcionária da lotérica teria esquecido de registrar as apostas do bolão. Mas, meses depois, o caso ainda está longe de ter encaminhamento.

Desde que o inquérito policial foi concluído, em março deste ano, os ministérios públicos estadual e federal brigam para definir de quem é a competência do caso. Como não houve definição até o momento, os apostadores continuam sem receber qualquer indenização.

A lotérica foi fechada e a funcionária suspeita de não registrar as apostas está desempregada desde então. Segundo a advogada dela, a jovem de 21 anos tem grandes dificuldades para conseguir emprego, pois ficou marcada pelo episódio.

Relembre o caso:

Apostadores gaúchos acertam dezenas da Mega Sena, mas não levam o prêmio
Caixa Econômica Federal anunciou no sábado que o prêmio está acumulado
- Jocimar Farina - 22/02/2010.

Um grupo de 40 moradores de Novo Hamburgo passou o sábado para domingo achando que tinham vencido o grande prêmio de R$ 53 milhões sorteados pela Mega Sena no final de semana. Eles apostaram em um bolão na lotérica Esquina da Sorte, localizada no centro do município gaúcho, entre as ruas Júlio de Castilhos e Bento Gonçalves. Receberam como comprovação do jogo um folha com oito números, seis deles os mesmos sorteados pela Caixa Econômica Federal este final de semana.

Cada apostador teria direito a aproximadamente R$ 1,3 milhão. O problema é que a Caixa Econônica divulgou, após o sorteio, que o prêmio havia acumulado. Nesta segunda-feira, moradores, que acabaram não levando o prêmio, foram até a lotérica para cobrar explicação.

— Eu, sábado de manhã, como sempre faço, normalmente faço dez jogos no escuro e a guria me ofereceu um bolão. No domingo de manhã, peguei o jornal para conferir o sorteio e constatei que tinha ganho, junto com os outros 39 — conta o apostador que não quis se identificar.

Depois de conferir pela internet que ninguém havia ganho o prêmio, o morador de Novo Hamburgo não entendeu o que havia acontecido:

— Imagina a decepção, tu acorda com R$1,3 milhão e em cinco minutos aquele castelo desmorona. Eu fico até sem saber o que fazer agora.

A lotérica abriu as portas por volta das 9h e o seu funcionamento é normal. Logo cedo algumas pessoas chegaram com o comprovante como garantia da aposta. O gerente do estabelecimento, Éverson da Silva, ainda não sabe o que aconteceu.

— O que ocorreu é que o jogo feito não está batendo com as cópias apresentadas pelos clientes — explica ele.

— Não sei se houve erro de digitação, uma falha na impressão ou nessas cópias — completa.

A garantia da lotérica é de que o jogo foi feito e não se agiu de má fé e o que pode ter ocorrido foi uma falha humana.

A Caixa Econômica Federal ainda não se pronunciou. Onze pessoas procuraram a Caixa e organizam entrada de processo contra o banco e a lotérica. Os apostadores reivindicam o depósito do valor a que teriam direito e mais um adicional por danos morais. Foi aberto um processo administrativo na tentativa de evitar prejuízos para ambos os lados.

Um comentário:

  1. JUIZES empurrarem processos com a barriga não é de hoje,principalmente se o demandado ostentar poderio econômico.Eu mesmo tenho inúmeros casos que a qualquer hora ,posso jogar na rede.O empurra ,agora é com as suspensões de prazos.Há alguns magistrados que ficam 6 meses,um ano,dois anos até 4 ou mais anos sem ver a cor de certos processos.Isto é uma vergonha......É ou não é ?

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