Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

INDECISA - UM PAÍS A MERCÊ DA CORTE SUPREMA DO JUDICIÁRIO


TODO O PAÍS A MERCÊ DO SUPREMO - STF tem de definir já regra eleitoral - Editorial Congresso em Foco, 07/10/2010.

Em vários estados, é impossível saber quem se elegeu para o Legislativo porque persiste a dúvida sobre a aplicação da Lei da Ficha LImpa. O Supremo, responsável pelo impasse, precisa resolvê-lo. Resultados eleitorais já!

Os eleitores foram às urnas e não sabem o resultado da eleição. É mais do que hora do STF tomar a decisão que lhe cabe sobre a Lei da Ficha Limpa
Absurdo dos absurdos. O Brasil continua sem saber se a Lei da Ficha Limpa estava valendo ou não no domingo, quando 111 milhões de eleitores foram às urnas. Sem isso, é impossível conhecer a relação final dos eleitos para o Senado, a Câmara dos Deputados e assembléias legislativas. O Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo impasse, precisa resolvê-lo.

Resultados eleitorais já!

Dias após as eleições, não se sabe ainda quais os senadores eleitos em quatro estados brasileiros. Em um deles (Pará), há risco de se realizar um novo pleito para o Senado porque a eventual anulação dos votos recebidos por dois dos três senadores mais votados tornará inválida a preferência manifestada nas urnas pela maioria dos eleitores.

Também há dúvidas sobre a composição final da Câmara em relação às bancadas de pelo menos sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia e Amapá.

O problema se repete em várias assembleias legislativas.

Em todos esses casos, o impasse se deve à incapacidade demonstrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para definir se a Lei Complementar 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa (veja a integra) vale ou não para as eleições deste ano.

O Supremo teve a chance de resolver a questão em julgamento iniciado em 22 de setembro e suspenso, sem decisão, na madrugada do último dia 24. Sem decisão porque os dez ministros se dividiram de forma espetacular no exame do assunto. Metade se manifestou pela aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa, dando amparo à orientação amplamente majoritária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); metade, contra a sua aplicação nestas eleições.

O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, poderia ter adotado três caminhos:

- usar a sua prerrogativa de presidente e desempatar a questão repetindo o seu voto, contrário à exigência de bons antecedentes nas eleições de 2010;

- anunciar que o STF não havia reunido maioria suficiente para derrubar a decisão do TSE, favorável à aplicação da Lei da Ficha Limpa nestas eleições, possibilitando que ela continuasse a prevalecer;

- não decidir nada.

Por incrível que pareça, optou pela terceira alternativa.

O processo que gerou o julgamento foi extinto em razão da renúncia do candidato autor do recurso, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, que colocou a mulher Weslian em seu lugar, para disputar o governo do DF. Desde então, rigorosamente, não se sabe o que o STF pretende fazer. Uma hipótese, que vários ministros chegaram a defender em plenário, é o STF aguardar a nomeação do 11º ministro do Supremo, para assumir cadeira hoje vaga.

Nessa hipótese, teremos não um ministro, mas um super-homem, pronto para decidir sozinho o que dez ministros foram incapazes de resolver. Tal saída, se prevalecer, retardará ainda mais a definição final dos resultados eleitorais e deixará gravada na história a monumental omissão da mais importante corte judicial do país.

O país não pode mais esperar. Está em jogo não apenas a composição final do Poder Legislativo federal e estadual, mas a segurança jurídica e a capacidade da população ter confiança no Poder Judiciário.

Nunca o STF deixou de confirmar uma decisão do TSE, no qual atuam três ministros do Supremo. Se o presidente Cezar Peluso quer abrir um precedente, colocando-se contra a manifesta preferência da grande maioria da população brasileira e dos operadores do Direito no país, que o faça. Mas não renuncie ao papel de decidir e fazer justiça.

Por isso, o Congresso em Foco convida você a clamar pelo imediato esclarecimento, pelo STF, das dúvidas constitucionais existentes a respeito da Lei da Ficha Limpa, de modo a criar condições para o anúncio final e oficial dos resultados das eleições legislativas!

RESULTADO JÁ!

LEIA ESTA NOTÍCIA NA ÍNTEGRA DIRETO NA FONTE OU NESTE BLOG:

Uma eleição sem resultado, e não se sabe até quando. Indefinição do STF sobre validade da Lei da Ficha Limpa impede o país de conhecer de fato os deputados e senadores eleitos em 3 de outubro. A indefinição do STF sobre a Lei da Ficha Limpa levou a uma situação inusitada: não se sabe, de fato, o resultado da eleição realizada no último domingo. Rudolfo Lago e Sylvio Costa - Congresso em Foco, 05/10/2010 - 19h28

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