Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quinta-feira, 2 de julho de 2015

UM AUMENTO INDECOROSO



ZERO HORA 02 de julho de 2015 | N° 18212


EDITORIAIS



Só há um caminho diante do absurdo aumento de salários dos servidores do Judiciário, aprovado pelo Senado na terça-feira. É o do veto ao projeto, como o Executivo já antecipou, não só por representar um privilégio, em meio às dificuldades do país, mas por ser absurdamente imoral. Neste momento dramático da economia brasileira, não há como aceitar aumentos de 56% a 78%. Nem mesmo se a situação fosse de normalidade, tal concessão poderia ser recebida com naturalidade. Tampouco deve ser levada em conta a desculpa de que as correções serão pagas em seis parcelas, a partir deste mês e até 2017.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, sustentou a posição do governo no argumento de que o custo do aumento é incompatível com as tentativas de levar adiante um ajuste fiscal a ser custeado por todos. Essa é a questão técnica a ser levada em conta. Além disso, é preciso considerar outros aspectos envolvidos na afronta. Um desses é a total desconsideração dos senadores pelas circunstâncias econômicas e financeiras da maioria dos brasileiros. No ambiente de insegurança em que vive o Brasil, a aprovação do reajuste – por mais merecedores que sejam os servidores – é uma agressão não só contra o governo fragilizado por um déficit crônico, mas contra a população.

O episódio reforça a sensação generalizada de que o Judiciário é quase um Poder alheio à situação geral de penúria. Privilégios representados por toda forma de auxílios, transformados em penduricalhos aos vencimentos dos integrantes da magistratura, têm provocado críticas a instituições que deveriam zelar pela equidade e pelo bom senso. O veto presidencial evita, além dos efeitos em cascata do aumento indecoroso, que o Judiciário desfrute de mais uma vantagem negada a outros setores da sociedade.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - INDECOROSO É O SUPER AUMENTO DADO AOS ALTOS CARGOS ESQUECENDO DOS SERVIDORES. É a nova oligarquia na governança do Brasil privilegiando altos cargos em detrimento da linha de frente que presta direitos ao cidadão.

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