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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

STF MANDA SOLTA ACUSADOS DE VENDA ILEGAL DE INGRESSOS DA COPA DO MUNDO


STF manda soltar Fofana e mais nove acusados de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo. No início do mês, ministro já havia concedido habeas corpus ao britânico Raymond Whelan. Grupo foi preso em julho
POR CAROLINA BRÍGIDO
O GLOBO  13/08/2014 19:36



BRASÍLIA — O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou , nesta quarta-feira, a libertação de dez suspeitos de integrar uma máfia de venda ilegal de ingressos para partidas da Copa do Mundo. O grupo estava preso desde julho. No último dia 5, o ministro já havia concedido habeas corpus ao suposto chefe do grupo, o inglês Raymond Whelan.

Agora, o benefício foi estendido a Mohamadou Lamine Fofana — acusado de ser um dos líderes da quadrilha — Marcelo Pavão da Costa Carvalho, Alexandre da Silva Borges, Antônio Henrique de Paula Jorge, Sérgio Antônio de Lima, Júlio Soares da Costa Filho, Fernanda Carrione Paulucci, Ernani Alves da Rocha Junior, Alexandre Marino Vieira e Ozeas do Nascimento.

O franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana é acusado de chefiar quadrilha de cambistas que atuou na Copa do Mundo - Hudson Pontes / Agência o Globo (01/07/2014)

Um dos motivos que levaram à prisão foi o fato de integrantes do grupo, dentro da delegacia, terem oferecido dinheiro e ingressos de jogos a policiais em troca de benefícios no processo. Segundo Marco Aurélio, no entanto, essa prática não foi individualizada, o que prejudica a atuação da defesa dos suspeitos.

“Incumbia à autora do ato apontar quais dos envolvidos teriam tentado obstaculizar as investigações. De qualquer modo, a esta altura, estão os acusados sob os holofotes da Justiça, valendo notar a ausência de notícia de se ter providenciado a persecução criminal quanto a tal fato”, afirmou o ministro em sua decisão.

De acordo com a polícia, integrantes da máfia dos ingressos repassavam bilhetes a agências de turismo a preços extorsivos. Eram ingressos VIP, que deveriam ser entregues como cortesia a patrocinadores, organizações não governamentais (ONGs) e à comissão técnica da seleção brasileira. A quadrilha teria faturado mais de R$ 1 milhão por jogo.

Whelan era executivo da Match Services, licenciada da Fifa para a venda de ingressos. Segundo a defesa dele, a venda das entradas foi feita com a autorização da Fifa. O advogado Fernando Fernandes explicou que o tipo de ingresso — “hospitality” — permitia o acesso do torcedor a um setor especial, com alimentação diferenciada. Por isso, não havia preço fixo para o bilhete.


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