Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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sexta-feira, 1 de março de 2013

LIMINARES


ZERO HORA 01 de março de 2013 | N° 17358

WIANEY CARLET


Certa vez, comentando a fartura de liminares que estavam sendo concedidas, Ibsen Pinheiro fez uma das suas muitas frases inesquecíveis: “Chegará o dia em que darão liminar contra o por do sol”. Ainda não chegou, mas quase. 

Em São Paulo, quarta-feira passada,10 corintianos solicitaram e obtiveram liminares franqueando-lhes acesso ao jogo do Corinthians que fora punido pela Conmebol a jogar com portões fechados em função da morte do garoto boliviano. Entretanto, dos 10 torcedores favorecidos pela Justiça brasileira, apenas quatro compareceram ao jogo no Pacaembu. Seis preferiram desprezar as liminares conseguidas. 

Ora, só existe uma interpretação para a atitude destes corintianos: deboche contra a Conmebol. Mandaram dizer à entidade sul-americana que a sua punição não alcançaria quem quisesse ignorá-la. Igual desconsideração tiveram, certamente, pela morte do adolescente da Bolívia. 

Será que o juiz que concedeu as liminares não percebeu a manobra daqueles ardilosos torcedores? 

Punir o Corinthians e os torcedores envolvidos no assassinato deveria ser missão de todas as pessoas de bom caráter. Até de juízes.

Avalanche - Se torcedores paulistas foram beneficiados pela Justiça, mesmo se tratando de um caso de revoltante assassinato de um garoto num estádio de futebol talvez seja o caso de os gremistas que são adeptos da avalanche, buscar liberação para a sua brincadeira na Justiça. Pode não ser a mesma coisa, mas bem conversadinho pode parecer que é.


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