Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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sexta-feira, 1 de março de 2013

192 MIL MANDADOS AGUARDAM EXECUÇÃO



FOLHA.COM 01/03/2013 - 15h19

192 mil mandados de prisão aguardam execução do país, diz CNJ


DE BRASÍLIA

Um dia após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa classificar o sistema prisional como "caótico" e "frouxo", o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgou nesta sexta-feira (1º) um levantamento mostrando que o Brasil tem mais de 192 mil mandados de prisão aguardando cumprimento.

Segundo dados da Corregedoria Nacional de Justiça, de um total de 268.358 mandados de prisão expedidos de junho de 2011 a 31 de janeiro de 2013, 192.611 (70%) ainda aguardam execução.

Os Estados com as maiores quantidades de mandados de prisão ainda a serem cumpridos pelas polícias são o Paraná (30.431), Minas Gerais (28.641) e Goiás (20.885).

Em São Paulo, dos 9.182 mandados desse período, 7826 ainda aguardam cumprimento.

O estudo mostra ainda que dos mandados expedidos de junho de 2011 até o último dia 31 de janeiro, 65.160 foram cumpridos, ou seja, resultaram efetivamente em prisões, e 10.587 tiveram o cumprimento expirado.

O Rio de Janeiro é onde foi constatado o maior número de mandados de prisão cumpridos, em números absolutos: 14.021 mandados.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Este fato é mais um daqueles que revela a falta de sistema e a inoperância da Justiça Criminal brasileira. Ocorre que no "jeitinho brasileiro" um aguarda pelo outro, sem se comprometer ou se importar com o interesse público. O Ministro Joaquim lava as mãos ao jogar a culpa no "caótico" e "frouxo" sistema prisional, onde há muito descaso e omissão do próprio judiciário. Isto o STF e o CNJ não são capazes de enxergar, culpar e resolver. É mais fácil empurrar a responsabilidade para o Executivo.

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