Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MOROSIDADE - 10 anos a espera de uma sentença

Dez anos após ser baleado pela polícia, ex-caminhoneiro ainda aguarda por sentença
- Zero Hora, 17 de novembro de 2010

Aposentado há dez anos devido a dois tiros recebidos em uma perseguição policial, o ex-caminhoneiro José Nilton Martins ainda aguarda pelo desfecho do processo que move contra o Estado.

Em novembro de 2000, Martins foi feito refém durante a fuga de criminosos que haviam assaltado uma lotérica em Gravataí. Os ladrões invadiram a sua casa e pediram a chave do carro. Em seguida, fugiram com a vítima feita de escudo humano. Viaturas da Polícia Rodoviária Estadual e da Brigada Militar participavam da perseguição na RS-020, em Morungava.

No banco de trás do Chevette, acenava e gesticulava para a polícia não atirar. Mas, dois disparos atingiram Martins. Uma bala acertou o pulso direito e a outra atravessou a perna. Em um momento de distração dos criminosos, a vítima pulou do carro em movimento. Os assaltantes foram mortos pela polícia em seguida.

A ação de Martins contra o Estado tramita na 1ª Vara Cível de Gravataí desde 2003. Ele pede indenização por danos psicológicos causados pelo crime, além da perda da capacidade de trabalho. Atualmente, o ex-caminhoneiro recebe pensão do INSS e está impedido de trabalhar devido à lesão causada pelo tiro que recebeu no pulso.

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