Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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sábado, 3 de janeiro de 2015

TEREMOS UM ANO DE JUSTIÇA E PUNIÇÃO

REVISTA ISTO É N° Edição:  2353 |  26.Dez.14


Robério de Ogum. "Teremos um ano de Justiça e punição"

O médium diz que em 2015 mais escândalos virão à tona e prevê a prisão de um grande número de políticos, gestores e empresários


por Fabíola Perez




ACERTO
Antes das eleições, ele registrou em vídeo que Dilma venceria



Há dois anos, o médium paulista Robério Alexandre Bavelone, 59 anos, conhecido nacionalmente como Robério de Ogum, previu o agravamento da crise econômica no Brasil. Em outubro de 2014, em meio às eleições mais acirradas desde 1989, ele registrou em vídeo que Dilma Rousseff seria reeleita presidente da República. Para 2015, o médium prevê que novos escândalos políticos virão à tona no País e que o mundo inteiro seguirá um movimento de justiça. “Todos aqueles que tentaram se beneficiar nas sombras do poder serão punidos”, adverte. “Será um ano muito mais da justiça do que da impunidade, a caçada mal começou.”


"Politicamente, 2015 não será um ano bom para o ex-presidente Lula.
Os escândalos vão afetar muitas pessoas do PT,
e ele precisa dar atenção à saúde"



O médium errou ao prever que a Seleção Brasileira ganharia a Copa do Mundo e explica que o desastre começou a se anunciar na partida contra o Chile. “Perdemos muito do nosso astral naquele jogo. Houve uma discussão dos jogadores no vestiário”, afirma. “Naquele dia foi quebrada a energia que o Brasil tinha.” Robério diz que gostaria de errar previsões negativas como mortes e acidentes, mas vê um ano com importantes falecimentos: um ou dois ex-presidentes brasileiros, dois ícones do esporte, um grande comunicador e um ídolo do rock mundial.


"O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa
está numa espécie de retiro para se reciclar, mas ele vai
voltar e se tornar um político"


Istoé - Como será o ano de 2015?


Robério de Ogum - Será um ano regido por Ogum e Exu, por isso haverá muita punição ao ser humano. Aquelas pessoas que matam, que prejudicam os outros serão castigadas e punidas. No Brasil, vamos ver muitos escândalos ganharem visibilidade. Podemos nos preparar para ver coisas que estavam escondidas aparecerem. Vamos ver empresários que nunca poderíamos imaginar caindo nas mãos da Justiça. Teremos uma Justiça e uma polícia muito fortalecidas, governadores estarão muito acuados.


Istoé - A presidente Dilma enfrentará um ano mais difícil?

Robério de Ogum - Dilma caminha na direção certa. Ela veio ao mundo para chegar onde está, mas tem uma missão muito difícil. Dilma tem uma história de contestação, de cobrança social, de atuação como guerrilheira, o que significa dizer que o espírito dela é muito atingido. Ela está tendo de enfrentar um escândalo ainda pior do que o do mensalão. O carma de Dilma é de punir muito, de ser muito severa, de brigar.


Istoé - O escândalo da Petrobras continuará abalando o governo?

Robério de Ogum - Veremos muitos governadores cassados. Um número muito maior do que imaginamos de gestores e políticos será preso. Este ano será muito mais da justiça do que da impunidade. Em todo o mundo, será um ano severo e de punição.


Istoé - Em 2014, o senador Aécio Neves se mostrou uma força política nas eleições. O que o sr. prevê para ele no próximo ano?

Robério de Ogum - O Aécio cresceu muito, mas será atropelado pelo próprio partido e por Geraldo Alckmin. Aécio vai tentar manter o prestígio que conseguiu, mas vai ter dificuldade. Alckmin vai tentar ser o candidato à Presidência da República. Neste ano, não vejo nada que possa abalar o prestígio de Aécio. Ele é uma pessoa que tem que se preparar porque tem chances de chegar à Presidência em um momento em que Dilma encerra um ciclo do PT no poder. Aécio tem que manter a luz acesa, mas este ano terá de saber lidar com uma força muito grande que virá do governador de São Paulo. O PT não deverá fazer o próximo governante.


Istoé - Quais políticos terão um 2015 de dificuldades?

Robério de Ogum - Vamos perder de um a dois ex-presidentes da República. Veremos dois governadores de Estado muito pressionados pela Justiça. Veremos deputados cassados. Veremos neste início de governo uma troca de ministros. Politicamente, não será um ano bom para o ex-presidente Lula. Esses escândalos vão afetar muitas pessoas do PT, e ele precisa dar muita atenção para a saúde.


Istoé - Como vê o cenário econômico para o Brasil no próximo ano?

Robério de Ogum - Os grandes países entraram numa crise muito forte que não atingiu o Brasil. Nós pegamos a cauda dessa crise. O plano espiritual diz que em 2015 não haverá crise, mas não será um mar de rosas. O escândalo da Petrobras vai puxar outros e aqueles que viviam nas sombras do poder vão se dar muito mal. Não vejo crise financeira para o Brasil. Não vejo um país endividado nem uma inflação galopante.


Istoé - Será um ano de recuperação financeira mundial?

Robério de Ogum - A agonia financeira para o mundo já passou. Ainda não foi totalmente resolvida, mas está sendo superada no Brasil e no exterior. O poder de equilíbrio ainda não chegou, mas estamos muito mais perto dele do que do desequilíbrio. O mundo passou por uma complicação financeira muito grande, mas as dificuldades começam a ser superadas.


Istoé - O papa Francisco tem sido bem-sucedido na reaproximação dos fiéis com a Igreja Católica. Ele passará por alguma dificuldade em 2015?

Robério de Ogum - Não vejo nada de grave envolvendo o papa Francisco em 2015. Mas ele vai estar muito cansado, a saúde dele estará mais afetada. Será um ano difícil no âmbito pessoal. Em compensação, a humildade dele tocará o coração de muitas pessoas. Ele tem uma força de exemplo muito bonita, é uma pessoa iluminada que na essência da humildade lembra Chico Xavier.


Istoé - O sr. previu que a Seleção Brasileira seria hexacampeã contra a Argentina na Copa do Mundo, o que não aconteceu. A Seleção também passou por um período de descrédito. O que prevê para 2015?

Robério de Ogum - Previ que o Brasil ganharia a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, mas errei. Tem previsões, como de acidentes e mortes, que gostaria de ter errado, mas essa não. Perdemos muito do nosso astral no jogo contra o Chile. Houve uma discussão dos jogadores no vestiário, Felipão decidiu tirar Daniel Alves e eles discutiram. Quando o time voltou a campo já estava fragilizado. Daniel Alves não jogou mais, na sequência Neymar sofreu a contusão. Naquele dia foi quebrada a energia que o Brasil tinha.


Istoé - Neymar irá brilhar em 2015?

Robério de Ogum - O ano que vem será do Neymar. Ele vai superar Lionel Messi e vai se tornar a bola da vez porque é muito iluminado. Ele tem intuição e enxerga as coisas antes dos outros. Em 2015 esse processo de conquista vai começar e em 2016 ele vai se tornar o melhor jogador do mundo.


Istoé - O Brasil vai ganhar a Copa América?

Robério de Ogum - O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, não tem os mesmos pensamentos do atual presidente, José Maria Marín. Pode ocorrer um atrito entre Del Nero e o técnico Dunga, o que levaria a mudanças e renovação. E Dunga é uma pessoa de estopim curto. Se não houver divergência entre eles, o Brasil ganha. Se deixarem o Dunga tranquilo, o Brasil ganha a Copa América.


Istoé -Em 2014, o mundo assistiu ao alastramento do ebola na África. Prevê alguma nova epidemia?

Robério de Ogum - Até hoje, o HIV não foi completamente controlado. A medicina estará muito fortalecida em 2015, mas de tempos em tempos surge uma nova doença. O ebola se espalhou pela África justamente porque é o equilíbrio do mundo. As dores de alma são maiores naquele continente. Há pessoas com carmas mais pesados. Mas, nos próximos anos, não vamos ter uma doença de carma coletivo, como o ebola.


Istoé - Alguma celebridade terá pela frente um ano difícil?

Robério de Ogum - Em 2015, perderemos muitas pessoas famosas. Vamos perder dois comediantes brilhantes que marcaram a história. Perderemos também um comunicador. No esporte, dois grandes campeões mundiais virão a falecer. Pelé precisa cuidar da saúde e se voltar para o lado espiritual. No mundo, vamos perder um ícone do rock. Será um ano muito ruim para Fidel Castro. A apresentadora americana Oprah Winfrey também passará por dificuldades.


Istoé - E o presidente americano Barack Obama?

Robério de Ogum - Vejo um ano negativo para Obama. Ele estará muito pressionado, encontrará dificuldades para governar e não conseguirá fazer o sucessor.


Istoé - No fim de 2014, a apresentadora Xuxa foi dispensada da Rede Globo. Ela voltará à tevê?

Robério de Ogum - Sempre disse que seria difícil para Xuxa encontrar um grande amor. Até que ela encontrou. Mas Xuxa não tem um carma equilibrado. Quando ela está mal no amor, ela cresce profissionalmente e abre caminhos. Ela não tem dois fôlegos para estar bem no amor e bem profissionalmente. Este ano, ela estará bem no amor, porque encontrou sua alma gêmea (o cantor Juno), mas profissionalmente será um ano complicado.


Istoé - Quem será a grande revelação em 2015?

Robério de Ogum - O neto do Silvio Santos, Thiago Abravanel. Ele poderá ser o substituto do avô.


Istoé - Quais líderes políticos mundiais terão um ano de obstáculos?

Robério de Ogum - O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, pode ser deposto. É um ano em que a imagem política dele começa a se apagar. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, também terá um ano difícil em todos os aspectos. O presidente do Uruguai, José Mujica, terá um ano de dificuldades em relação a sua saúde.


Istoé - Politicamente, 2015 será melhor do que 2014 no Brasil?

Robério de Ogum - As instituições brasileiras foram muito fortalecidas com os escândalos revelados. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa está numa espécie de retiro para se reciclar, mas ele vai voltar e se tornar um político. A senadora Kátia Abreu não vai conseguir se manter no Ministério da Agricultura por conta do seu temperamento forte. Dilma vai mudar suas concepções na política econômica. E, em relação aos escândalos, a caçada aos corruptores mal começou.

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