Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
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terça-feira, 3 de junho de 2014

QUANTO MENOR A RENDA E A ESCOLARIDADE, MAIOR O RESPEITO À LEI

Do UOL, em São Paulo23/04/201307h00

Quanto menor a renda e a escolaridade, maior o respeito à lei, diz estudo da FGV


João Wainer/Folhapress
Mais da metade dos entrevistados acha que não será punido ao comprar CD ou DVD pirata

Pesquisa feita na Faculdade de Direito da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas), divulgada nesta terça-feira (23), indica que as pessoas com menor renda e escolaridade tendem a respeitar mais as leis.

Você acha que quanto menor a renda e a escolaridade, maior o respeito à lei?

Sim. Os mais humildes são mais honestos
Não. Essa relação é equivocada
Não tenho opinião


Inédito, o estudo foi elaborado pelo Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da faculdade entre o último trimestre de 2012 e o primeiro de 2013. Foram entrevistadas, por telefone, 3.300 pessoas maiores de idade nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Amazonas e do Distrito Federal.

Com as respostas, os pesquisadores elaboraram dois índices para avaliar a relação dos entrevistados com a Justiça: o subíndice de comportamento, que mede o nível de cumprimento da lei numa perspectiva individual; e o subíndice de percepção, que avalia como o entrevistado enxerga a eficiência da Justiça a partir de quatro indicadores (instrumentalidade, moralidade, controle social e legitimidade).

A partir dos dois subíndices, os pesquisadores chegaram ao IPCL (Índice de Percepção do Cumprimento da Lei), cuja escala vai de 0 a 10. Quanto maior o índice, maior o comprometimento com a lei. O índice médio dos brasileiros foi de 7,3. No subíndice de comportamento, a "nota" dos brasileiros foi de 8,6; já o subíndice de percepção foi de 7.

O grupo de entrevistados com renda até 2 salários mínimos (2 SM) obteve índice de 7,6, enquanto os que disseram ter rende superior a 12 salários mínimos alcançaram um índice de 7,2. Já os que ganham entre 2 e 4 salários obtiveram índice de 7,4. Para os que recebem de 4 a 12 salários, o índice foi de 7,3.

Na divisão por escolaridade, os entrevistados de baixa escolaridade obtiveram IPCL de 7,5, contra 7,1 dos de alta escolaridade. O pior desempenho foi dos entrevistados de média escolaridade, que tiveram IPCL de 7.

MAIS POBRES RESPEITAM MAIS AS LEIS


A pesquisa indica ainda que aqueles que já se envolveram em processos judiciais tendem a desacreditar mais da Justiça. O IPCL para este grupo foi de 7,1, contra 7,3 daqueles que nunca precisaram usar o Judiciário.

Ambos os subíndices variaram pouco de Estado para Estado. O melhor desempenho no subíndice comportamento foi verificado no Rio Grande do Sul (8,8), enquanto que o Amazonas obteve o menor valor (8,4). No subíndice de percepção, a variação entre todos os Estados foi de 7,2 a 7,3.
Pirataria é mais tolerada

Para 82% dos entrevistados "é fácil desobedecer às leis no Brasil"; 79% responderam que "sempre que possível o brasileiro opta pelo 'jeitinho' ao invés de obedecer a lei"; e 54% avaliaram que "existem poucas razões para uma pessoa como eu obedecer a lei."

O QUE FEZ DE ERRADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES?


Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados afirmaram que atravessaram a rua fora da faixa de pedestres ao menos uma vez nos últimos 12 meses; 60% disseram ter comprado CD ou DVD pirata; 22% estacionaram em local proibido; 3% admitiram ter pagado propina a policiais ou funcionários para não levar multa; e 3% afirmaram ter levado itens baratos de uma loja sem pagar.

ACHA QUE SERIA CONDENADO SE...


O levantamento apontou que 99% dos entrevistados condenaram as seguintes condutas: dirigir após beber, jogar lixo em local proibido, furtar itens baratos, estacionar em local proibido; 98% disseram ser errado pagar um agente para não ser multado, fumar em local proibido, e fazer barulho capaz de incomodar os vizinhos. A conduta menos desaprovada pelos entrevistados foi comprar CD ou DVD pirata (91%).

Sobre a eficácia da Justiça, 80% acharam que seriam punidos se furtassem artigos baratos; 79% se dirigissem após beber e 78% se estacionassem em local proibido. Comprar produto pirata (54%) e atravessar a rua fora da faixa (52%) são as condutas que, na opinião dos entrevistados, são menos passíveis de punição.
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Com nomes bizarros ou cópias fiéis, pirataria de eletrônicos é prática comum; veja "clones"34 fotos1 / 34
Com nome trocado ou copiando fielmente os dispositivos originais, a pirataria é uma prática comum na área da tecnologia. Na imagem, uma réplica do Galaxy SIII com TV, recurso que não está disponível no modelo original 

 Flávio Carneiro/UOL

23/04/201313h20


Quase 20% dos brasileiros admitem ter furtado algo de hotel


Uma nova pesquisa indica que quase 20% dos brasileiros admitem já ter furtado algo de algum hotel em que estiveram hospedados.

A pesquisa feita pelo site Hotels.com ouviu 8,6 mil turistas de 29 nacionalidades, perguntando a eles se alguma vez já haviam furtado algo de seus locais de hospedagem. Com base nas respostas, foi feito um ranking dos países de origem dos viajantes mais "honestos".

Os dinamarqueses ficaram em primeiro lugar - apenas 12% dos turistas desse país disseram já ter roubado algo de algum hotel.

Em segundo e terceiro lugar no ranking vêm Holanda (15%) e Noruega (16%), respectivamente.

O Brasil ficou em quarto lugar, juntamente com Canadá e Hong Kong. No total, 19% dos brasileiros admitiram já ter levado para casa objetos roubados do local em que estavam.

Trata-se do melhor índice entre os latino-americanos. A Argentina, segunda colocada da região, ficou em 11º lugar, com 23% dos entrevistados admitindo furtos em hotéis.

Desonestos

Entre as 29 nacionalidades, os menos "honestos" - ou talvez os mais dispostos a admitir o crime - foram os colombianos.

No total, 57% dos turistas dessa nacionalidade disseram já ter levado algo que não deveriam do seu hotel.

O segundo pior resultado foi o dos mexicanos - 40% admitiram algum furto. E o terceiro pior o dos indianos - 38% disseram já ter roubado.

A pesquisa mede somente a porcentagem dos que "admitem" a infração. E, embora haja sigilo sobre a identidade dos entrevistados, não há como garantir que eles estão falando a verdade.

Um turista que seja tão "desonesto" a ponto de não só roubar hotéis, mas também minta ocultando tais furtos, terminaria sendo classificado como "honesto" no Hotels.com.

Entre os itens mais roubados, segundo o site, estariam revistas, livros, toalhas e lençóis.

Os chineses "desonestos" destoariam um pouco dos contraventores de outras nacionalidades - eles prefeririam roubar objetos de decoração, como abajures e relógios.

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