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quarta-feira, 30 de abril de 2014

RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE DAS AUTORIDADES DO CASO BERNARDO

ZERO HORA 28/04/2014 | 18h08

Deputado investiga se relações familiares e de amizade influenciaram decisões do Judiciário e da Polícia no Caso Bernardo. Marlon Santos, ouvidor-geral da Assembleia Legislativa, está no noroeste do Estado



Deputado acredita que esclarecerá o assunto até esta terça-feiraFoto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Carlos Wagner, de Três Passos


O ouvidor-geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Marlon Santos (PDT), está estabelecido em Três Passos verificando denúncias a respeito da atuação do Judiciário e da Polícia Civil na morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos. O menino foi morto e enterrado em uma cova rasa à beira de um rio em Frederico Westphalen. O pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e uma amiga do casal, a assistente social Edelvania Wirganovicz, estão presos temporariamente por suspeitas da autoria do crime.

Santos investiga se laços familiares e de amizade influenciaram nas decisões do poder Judiciário e da Polícia Civil. Em relação ao primeiro, o deputado diz que apura denúncias sobre o que teria feito o juiz Fernando Vieira dos Santos a dar um prazo de 90 dias para que houvesse reconciliação entre Bernardo e o pai. Em janeiro, o garoto havia procurado a Justiça para reclamar da falta de afeto de Leandro. Ocorreu uma audiência em fevereiro, na qual o magistrado concedeu três meses para a aproximação entre os dois. Em abril, o menino foi morto.

— Não podemos ser específicos sobre o que estamos apurando, mas estamos dando uma satisfação para as pessoas que nos fizeram denúncias — afirma o parlamentar, que acredita esclarecer o assunto até esta terça-feira.

Presidente do Conselho de Comunicação Social do Tribunal de Justiça, o desembargador Túlio Martins diz que o deputado tem direito de fazer a própria apuração.

— Nós acompanhamos todo o processo, e não houve nada fora da normalidade. Se houver, nós vamos verificar — afirma o desembargador.

Na questão policial, Santos se debruçará sobre apontamentos referentes ao inquérito da morte da mãe de Bernardo. Odilaine Uglione se matou com um tiro no consultório de Leandro, em 2011, concluiu a Polícia Civil na época. Uma das delegadas que trabalhou no caso foi Caroline Bamberg Machado, agora responsável pela investigação do assassinato de Bernardo. A policial não fala sobre o assunto — nas ocasiões em que fez comentários, defendeu as conclusões do inquérito.

O caso que chocou o Rio Grande do Sul


Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugolini, 32 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini _ que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município _, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.


ZERO HORA 30 de abril de 2014 | N° 17779


Em nota, Ajuris reage a deputado


A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) publicou nota na qual responde às afirmações do deputado Marlon Santos, que questionou a conduta do juiz Fernando Vieira dos Santos. Confira abaixo os termos do comunicado.

“Não há o mínimo de verdade na afirmação de que o magistrado era amigo íntimo do médico Leandro Boldrini, e nem que ele, sua esposa, ou seus familiares tenham qualquer relação de parentesco, mesmo que por afinidade, com familiares do médico.

O juiz tem conduta idônea reconhecida, e a Ajuris reafirma apoio irrestrito ao magistrado Fernando Vieira dos Santos, que atuou dentro dos limites da legalidade e do contexto que se apresentou naquele momento.

Foi trágico o que aconteceu. A partir disso, tentar atingir a honra, a idoneidade do magistrado com afirmações levianas é absurdo. E lamentável que um deputado faça isso com provável fim eleitoreiro.

Não se pode admitir que esse caso seja explorado, ainda mais por um parlamentar que deveria agir com responsabilidade, dentro das atribuições do cargo que exerce.”


JUIZ CONTESTA CRÍTICAS

http://mazelasdojudiciario.blogspot.com.br/2014/04/caso-bernardo-juiz-contesta-criticas-de.html


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