Aqui você vai conhecer as mazelas que impedem o Poder Judiciário brasileiro de desembainhar a espada da severidade da justiça para cumprir a função precípua da aplicação coativa das leis. Sem justiça, as leis não são aplicadas e deixam de existir na prática. Sem justiça, qualquer nação democrática capitula diante de ditadores, corruptos, bandidos, rebeldes, justiceiros, imorais e oportunistas. O Brasil precisa de uma justiça coativa, proba, célere, séria, confiável e comprometida com as questões nacionais, de direito e de ordem pública, integrada no Sistema de Justiça Criminal.
- Veja no rodapé deste blog a justiça que queremos e a que não queremos no Brasil

segunda-feira, 28 de abril de 2014

JUIZ INTEGRO É O QUE NÃO SE VENDE POR UM TOSTÃO, NEM POR UM BILHÃO


ZERO HORA 28 de abril de 2014 | N° 17777


PAULO SANT’ANA



Juiz íntegro é o que não se vende nem por um tostão (leia-se a mínima conveniência) nem por um bilhão.

Juiz íntegro é o que não se deixa levar por quaisquer pressões e atende apenas a sua consciência, não soçobrando qualquer interesse das partes, conduzindo-se por um cordial equilíbrio no atendimento aos litigantes, atendendo aos fatos e à justiça que devem presidir a sua decisão.

Juiz íntegro é o que não dá atenção aos cochichos e prende-se apenas ao processo e seu mérito e é escravo da lógica e do bom senso.

Juiz justo é o que não prejulga, só julga, estando cônscio de que as partes e a ordem social esperam dele absoluta isenção.

Sendo assim, todos acatarão a decisão, e nenhuma dúvida se terá sobre a mais absoluta imparcialidade dela.

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A instituição mais importante da cidadania é a Justiça. Tudo que os cidadãos devem esperar da Justiça é a imparcialidade. Devem ter a tranquilidade de que, quando seus pleitos e o julgamento de seus atos forem julgados pela Justiça, terão por parte dela a mais absoluta isenção, mesmo até que sejam desfavorecidos pelas sentenças.

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De tal sorte, é necessário e fundamental que os cidadãos repousem na serenidade de que, se forem alvos da Justiça, receberão dela equanimidade.

Não pode haver maior mal do que a cidadania não confiar na Justiça, isso só já bastará para que seja instalada na sociedade uma inquietação que acabará produzindo injustiça e malversação dos direitos.

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Ao contrário, se a Justiça produzir com constância justiça, a sociedade se recolherá a uma consciência de cumprimento das leis estabelecidas, fidelidade às normas do Direito e respeito aos direitos e deveres de cada um por todos.

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O juiz tem, portanto, um mandato divino. Só a ele é concedido arbitrar sobre as razões humanas, só ele pode dirimir conflitos dando razão a alguém e tirando a razão de alguém, não há tarefa mais difícil, mas também, quando bem exercida, mais sublime entre todas as tarefas.

Eu não queria ser juiz pelo excesso de responsabilidade. Mas, por outra parte, desejaria ser juiz para poder me esforçar para julgar melhor do que outro que estivesse em meu lugar.

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