PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA

As suspeitas levantadas pela oposição de que a rapidez da presidente Dilma Rousseff em indicar o ministro Teori Zavascki para a vaga de Cezar Peluso no STF teria por objetivo atrasar o julgamento do mensalão são desrespeitosas à figura do magistrado.
Mesmo que esse seja o desejo dos réus, o que importa é a atitude do ministro. E quem acompanha a carreira de Zavascki não tem motivo para acreditar que ele vá sujar sua biografia com uma manobra como pedir vista para retardar o julgamento.
Aliás, ao ser sabatinado ontem, ele descartou a possibilidade de pedir vista. Disse que seria um contradição ele se declarar habilitado para participar do julgamento e pedir tempo para estudar o processo. Se o novo ministro vai ou não participar do julgamento, é o colegiado que vai decidir. Em tese, ele pode, desde que estude o processo nos detalhes, leia o relatório de Joaquim Barbosa, analise os argumentos da defesa.
Se Dilma tinha certeza de que ele era o melhor nome disponível, por que retardaria a indicação? Para os adversários não levantarem a suspeita que estão levantando?
Não é o estilo dela. Desde o início, a presidente tenta isolar o governo do julgamento e não tentou influenciar o voto dos ministros que indicou.
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